Por Rubens Faria

Para os idosos, as viagens podem ser difíceis e estressantes e há um enorme potencial de complicações médicas, principalmente para quem já tem problemas de saúde. No entanto, elas também podem ser muito empolgantes e enriquecedoras. Precisamos continuar viajando enquanto pudermos – passar algum tempo em outros lugares com pessoas de outras culturas traz valor e interesse à vida.

Contudo, o segredo para tudo dar certo durante as viagens é a preparação. Conheça as providências a tomar para apreciar as férias com o mínimo de estresse.

Crie um histórico clínico portátil 

Graças aos celulares e tablets, é fácil levar em viagem seu histórico clínico – consultas, resultados de exames, laudos de exames por imagem. É possível utilizar os aplicativos e ferramentas digitais que variam de acordo com a região, para ter acesso a seu prontuário. Isso significa que você terá consigo essas informações importantíssimas, não importa aonde vá.

Compartilhe seu itinerário com outras pessoas 

Mande seu itinerário a amigos e parentes próximos, com endereço e telefone de cada destino. Isso permite que essas pessoas façam contato caso você tenha problemas de saúde durante a viagem.

E se você, o viajante, deixar em casa os pais idosos ou bichinhos de estimação, assegure-se que o cuidador que ficou responsável pelos seus, consiga falar com você no caso de alguma emergência. 

Cuide de seu conforto durante o voo

Os voos são fisicamente cansativos. A combinação de sedentarismo com a pressão elevada da cabine pode comprar um preço alto. Assim, além da máscara para nos proteger de doenças transmitidas por via aérea, como a covid-19, em voos demorados lance mão das meias de compressão até o joelho. Elas reduzem e até impedem o desconfortável inchaço dos pés causado por ficar sentado durante horas numa poltrona apertada. Além disso, nunca tire os sapatos durante o voo, pois você pode ter dificuldade para colocá-los no seu destino.

Uma outra boa dica é levantar e caminhar a cada duas ou três horas pelos corredores do avião.

Leve o básico com você

Leve uma garrafa  de água reutilizável e mantenha-se hidratado. Se sua preocupação for ter que ficar indo ao banheiro muitas vezes, saiba que 750 ml – ou uma garrafinha e meia – é o suficiente para te proteger da desidratação em um clima ameno e não te deixar desesperado pelo toalete.

Quando for passar o dia fora, leve o mínimo de peso possível e evite bolsas com carga assimétrica, tipo bolsa carteiro. De preferência para mochila bem presa nos seus dois ombros. E dentro dela, apenas o necessário: água, remédios, dinheiro, filtro solar, celular e carregador – dependendo da estação, uma blusa de frio e guarda-chuva. Leve o passaporte, os óculos de grau, os óculos escuros, detalhes de contato, informações clínicas, itinerário, adaptadores de tomadas e seus produtos de higiene pessoal. 

Não tenha vergonha de usar a bengala ou o andador

É comum ter dificuldade nos caminhos de pedra, nas ruas íngremes e nas escadas estreitas que encontramos em alguns lugares. É comum as férias incluírem visitas a museus, parques e lugares antigos, e isso significa muita caminhada – com frequência, mais de 10 quilômetros, ou cerca de 12 mil passos por dia. Isso pode ser duro para joelhos cansados, quadris rígidos ou costas doloridas.

Muitas atrações turísticas voltadas para viajantes mais velhos oferecem bengalas nos passeios a pé e bastões nas caminhadas. Alguns oferecem até tornozeleiras e joelheiras, mas é melhor levar o equipamento que você já experimentou.

O mundo está à espera!

Não se esqueça de que, aonde for, você poderá recorrer muitas vezes à gentileza de desconhecidos. Em geral, as pessoas são boas.

Viajar é um bom remédio para a alma. Como o mundo está voltando a se abrir, não deixe de vê-lo de perto. Aproveite!

Deixe uma resposta