Seis perguntas no ano VI do Aurora – uma perspectiva sobre os próximos seis anos

Por Rubens Faria

Foto: Aline Brunes

Há seis anos, Alan Brunes abriu as portas do Residencial Aurora, no dia 2 de setembro de 2017.

Desde então, o lar de idosos tornou-se uma instituição querida na comunidade, prestando cuidados de alta qualidade a idosos de todas as esferas da vida. Numa entrevista com este que vos escreve, Alan refletiu sobre a jornada de seis anos da casa de repouso e compartilhou suas idéias sobre o futuro dos cuidados aos idosos.

Como foi a decisão de abrir esse negócio? De onde veio a ideia?

A ideia de abrir o próprio negócio existia desde quando me formei, só não sabia qual ramo seguir – como eu gostava de todas as áreas da Fisioterapia, parecia uma decisão difícil escolher em qual me concentrar. Contudo, eu sempre estive envolvido com pessoas idosas já nos meus primeiros trabalhos como fisioterapeuta e me apaixonei pela área de envelhecimento humano – então, podemos dizer que a ideia maturou mesmo com minha vivência em um residencial de uma grande amiga – lá, atendia os residentes como fisioterapeuta. Então, em 2017, com meu ex-esposo Rubens (na época ainda casados, estávamos juntos há cinco anos) e muita coragem e força, nos organizamos e criamos o Residencial Aurora! 

O que te faz acreditar no Aurora? Sua maior motivação? O que te faz acordar de manhã e vir trabalhar?

A maior motivação, no aspecto do negócio em si, foi a demanda crescente por residenciais para idosos com qualidade, a fim de prestar suporte humanizado a pessoas idosas. Quando trabalhava nesse residencial que mencionei, escutava muitas demandas das famílias e fui desenvolvendo um plano de negócios com foco em atender essas demandas. Fico feliz com a experiência que o Aurora proporciona aos residentes e às famílias – umas das residentes aqui é da minha família, uma querida tia-avó. Essa questão me coloca nos dois lados e me auxilia a ser empreendedor, e ter a certeza de estar no melhor caminho para todos (residentes, seus familiares, colaboradores e parceiros que tenho aqui). Já o que me faz acordar de manhã, acredito em vibrar para que o dia seja incrível mesmo com os problemas e adversidades – o pensamento positivo me movimenta! 

Como você vê o Aurora nos próximos seis anos?

Hoje, vejo o Residencial Aurora mais que uma residência, mas sim com uma Assessoria em Saúde. Acredito que sua evolução será conseguir difundir mais informações sobre cuidados de pessoas idosas e orientar famílias que talvez ainda não estejam no momento de vir para uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos – o nome “oficial” de residenciais para idosos). É a forma de atingir mais famílias, sem ampliar o local físico. Acredito que este será o caminho.

De quais valores pessoais você não abre mão e quer disseminar na cultura do Aurora?

Eu acredito que a ILPI é um espelho da gestão. Acho que é simples: a forma como me reporto, me comunico com as famílias, com os idosos e colaboradores reflete no modo como cuidamos. Os colaboradores replicam nossa forma de lidar com os moradores e com as questões do dia a dia. O ciclo então se completa e o cuidado com excelência acontece! Outro valor que tenho intrínseco é certamente a humildade em perceber que não se faz ou se constrói nada sozinho – a certeza de que um precisa do outro para conseguir cuidar melhor. Esse valor eu consigo perceber desde a entrevista pela qual os colaboradores passam antes de entrar até o momento de organizar as rotinas de cuidados. Entender que é possível aprender formas novas de cuidar, e criar novas estratégias nas condutas, faz o sucesso do nosso cuidado aqui. Não somos apenas mais uma ILPI. Quem passa por aqui sente o REAL interesse em cuidar.

Qual o perfil das pessoas e atitudes que você espera de alguém que trabalha aqui?

Disposição, essa é a palavra. Um profissional capaz de manter a consistência e a resiliência necessária com certeza vai construir seus sonhos e atingir suas metas profissionais. Tudo tem um início e a grande maioria dos profissionais da Enfermagem tem como início residenciais para idosos – é uma grande escola para a categoria. Outro valor importante pra gente é o interesse. Percebo hoje que as pessoas querem velocidade (tudo está mais veloz, as necessidades de reconhecimento profissional, retorno financeiro, ascensão profissional etc). Portanto, em uma entrevista, se percebo um interesse REAL em querer cuidar, sentir que o profissional está ali por um propósito de cuidado, ele com certeza será da equipe – e vamos treinar e moldar. Entender a necessidade deste perfil profissional é fundamental também. Nós da gestão também estamos nos transformando.

Quais são seus hobbies? Como você equilibra sua vida pessoal com a sua vida no trabalho?

Conseguir equilibrar o pessoal e o profissional é o maior desafio de empreender! Por ser um serviço 24h, é bem cansativo. Há então uma organização pessoal sobre as horas trabalhadas e o momento de deixar a demanda que é possível para o dia seguinte. Adoro ler e assistir séries, minha paixão é correr. Hoje, valorizo muito momentos com a minha família e amigos… A experiência em um negócio como este me mostra isso – que o tempo está passando!

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