O envelhecimento provoca alterações no organismo que acarretam a necessidade de ingestão de mais nutrientes para a manutenção da saúde. Contudo, ele traz, também, a falta de apetite, uma digestão mais demorada e dificuldades para engolir alimentos, além de problemas dentários. Com isso, é comum pessoas idosas terem deficiências de vitaminas, minerais, proteínas e gorduras mesmo se alimentando bem. Uma saída para contornar esse problema é a suplementação alimentar, indicada por médicos e nutricionistas.

Não é todo idoso que vai precisar. A suplementação por meio de preparos industrializados ou caseiros é realizada quando a pessoa deixa de ingerir menos do que 70% das recomendações de macronutrientes via alimentação regular, ou quando ocorre a perda de peso, em torno de 10%, nos últimos seis meses, sem alterações de hábitos, como dietas e atividade física. 

Da mesma forma que acontece com medicamentos, a suplementação precisa ser indicada por um profissional, seja um nutricionista ou um médico nutrólogo. “De uma maneira geral, os idosos apresentam uma deficiência principalmente na ingesta proteica”, pontua Nelson Iucif Junior, responsável pelo departamento de geriatria da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Porém, cabe ao profissional da saúde verificar se o consumo está adequado. “Se for constatada a falta de outras substâncias, é preciso acrescentar nutrientes, para evitar uma série de problemas, entre eles a baixa imunidade que pode levar a uma condição mais delicada. As deficiências podem ser corrigidas com alimentação e suplementação. Feito o ajuste, após um período, verifica-se como estão os índices para manter a ou não —caso a alimentação esteja de acordo”, explica Junior.

Nutricionistas e nutrólogos têm papel importante além da receita de suplementos

Com a prescrição em mãos, fazer a utilização correta dos suplementos é fundamental, pois o uso inadequado pode afetar o resultado esperado. “Em muitos casos, o produto pronto para consumo é a melhor solução, evitando desperdício econômico”, observa Simone Fiebrantz Pinto, presidente do departamento de gerontologia da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia).

É preciso prestar atenção, também, na hora e na dosagem do suplemento para não atrapalhar a refeição seguinte.

Suplementos caseiros

E não precisa investir em suplementos industrializados, que geralmente são caros e duram pouco. É possível fazer a complementação de forma artesanal para ser adicionada no momento do preparo das refeições, aumentando, por exemplo, o suporte de proteína. Pinto sugere o preparo caseiro de receitas como caldo de carne em cubos. Cozinha-se uma quantidade de proteína com temperos e faz-se um caldo suculento. Processa-se o cozido, que pode ser acondicionado em forminhas de gelo para ser congelado e adicionado durante a cocção de feijão ou outros pratos, aumentando-se assim a quantidade de proteína na refeição.

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