Por Rubens Faria

Começar a reposição hormonal a partir dos 40 anos  pode ajudar homens e mulheres a retardar ou aliviar os processos físicos e químicos acarretados pelo envelhecimento. Praticamente um maestro, o sistema hormonal precisa estar afinado com as necessidades do nosso corpo e, por isso, um desequilíbrio pode desencadear doenças, acelerar o envelhecimento e afetar a qualidade de vida. A reposição de estrógeno e progesterona, por exemplo, o corpo enfrenta melhor, sem tantos sintomas indesejáveis, as mudanças da menopausa.

É inegável, porém, que o assunto provoca dúvidas e desconfianças. A reposição hormonal pode aumentar o risco de desenvolver câncer de útero ou mama, mas, segundo os ginecologistas José Bento e Nilson Roberto de Melo, “cada caso deve ser avaliado individualmente sobre as eventuais recomendações e contraindicações”.

Com dosagens relativamente baixas, a reposição hormonal pode ser feita por via oral ou transdérmica, com ajuda de cremes ou adesivos. Nesta última forma, os hormônios absorvidos pela pele não agridem ao fígado, pois caem direto na corrente sanguínea.

Saiba mais sobre alguns hormônios que podem entrar na terapia de reposição conforme indicação do médico:

– DHEA: regula o estresse

– Testosterona: controla a libido, a potência sexual, o coração, o tecido gorduroso e a musculatura

– Estrógeno e progesterona: age na libido, no coração, no tecido gorduroso e na densidade óssea

– Pregnenolona: regula a memória e o metabolismo neuronal

– T3 e T4: controla o metabolismo corporal, o peso, a energia, a pele, os cabelos, as unhas e o funcionamento intestinal

– Melatonina: é responsável pelos receptores hormonais, pelo sistema imune e pela qualidade do sono.

É importante entender que os hormônios não entram em declínio com a nossa idade, mas sim que o envelhecimento é iniciado quando o corpo para de produzir as quantidades suficientes desses hormônios. Nos homens cisgênero, esse nível geralmente começa a baixar oito anos antes das mulheres, mas acontece de forma mais lenta: a testosterona baixa 40% entre os 40 e 60 anos e, aos 80 anos, fica praticamente zero. O DHEA diminui 50% entre os 25 e 50 anos; aproximadamente aos 75 anos, ele cai mais 50%. Já nas mulheres cisgênero, seus corpos são mais suscetíveis à flutuações hormonais: a partir dos 50 anos, o estrógeno reduz 30%, com flutuações na menopausa. Já a progesterona tem queda de 75% entre os 35 e 50 anos, com contínuo declínio. Após a menopausa, ela praticamente desaparece.

Este conteúdo é meramente informativo e não pode substituir a avaliação de um especialista. Se estiver com dúvidas sobre o assunto, consulte um endocrinologista.

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