A demografia do mundo está se transformando de maneira irreversível: as populações estão cada vez mais idosas em todos os países por meio de um movimento único causado pela taxa de fertilidade menor e o aumento da proporção de pessoas com mais de 60 anos – pessoas idosas devem somar mais de 20% da população mundial em 2050. Pessoas com mais de 80 anos serão quase 400 milhões.

Movimentos sociais como a Agenda 2030 e o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reconheceram que a inclusão de todas as idades no desenvolvimento social é uma necessidade não só para as pessoas idosas, como para a cadeia produtiva como um todo. É preciso reduzir a desigualdade etária por meio da criação de medidas que gerem oportunidades, inclusão social, política e econômica de todas as idades.

Essa necessidade de torna mais urgente quando pensamos que, em 2030, o número de pessoas idosas vai superar o de crianças e adolescentes até 14 anos, uma vez que, em 70 anos, adicionou-se três décadas à expectativa de vida do brasileiro (de 45 para 75 anos). Isso impacta de maneira importante áreas como a saúde e a previdência social. Para promover a discussão sobre o tema e garantir direitos básicos a essa população, 1º de outubro de 2003, foi aprovada a Lei nº 10.741 – o Estatuto do Idoso -, prevendo em seu artigo 2º que, ao cidadão idoso sejam garantidas todas as oportunidades e facilidades para a preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

Por isso se comemora, nessa data, o Dia Nacional da Pessoa Idosa, cujos principais objetivos são chamar a atenção para a existência de desigualdades, geralmente como resultado de uma acumulação de desvantagens ao longo da vida; aproveitar as experiências e o aprendizado ao longo da vida dos cidadãos da chamada terceira idade criando políticas proativas e adaptativas de trabalho, promovendo proteção social e dando acesso à cobertura universal de saúde; e refletir sobre as melhores práticas, lições e progressos para mudar as narrativas e estereótipos negativos que envolvem a velhice.

Fonte: Ministério da Saúde

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