Por Andreia Sousa, fisioterapeuta gerontóloga

Você sabe o que os idosos perdem com o avanço da idade? Algumas alterações ocorrem na marcha.

A marcha depende de vários sistemas e estímulos, como: musculoesquelético, neurológico, cardiovascular, estímulos visuais, auditivos, sensoriais, vestibulares, motores e equilíbrio. Sua função é, através da locomoção, promover: estabilidade, apoio, absorção de choques e conservação de energia.

A marcha ocorre por uma série de fases alternadas entre fases de apoio e balanço. A fase de apoio se subdivide em 4 fases, sendo elas: resposta à carga, apoio intermediário, apoio terminal e pré-balanço. Sendo que nesse período há momentos de apoio unipodal e bipodal. A fase de balanço é subdividida em 3 etapas: balanço inicial, intermediário e terminal.

Com o avanço da idade, observamos modificações da postura ereta. As principais modificações apresentadas envolvem aumento da curvatura cifótica da coluna torácica, diminuição da lordose lombar, aumento do ângulo de flexão do joelho, o deslocamento da articulação coxofemoral para trás e a inclinação do tronco para frente.

Quando pensamos diretamente na marcha, as alterações são: velocidade reduzida, comprimento da passada e cadência diminuído, diminuição da altura do passo, aumento do tempo de duplo apoio, diminuição da amplitude de movimento nas articulações de quadril, joelho e tornozelo e diminuição da dissociação de cinturas.

Alguns outros fatores que podem alterar essa marcha são: perda de massa muscular, forçar muscular, encurtamentos musculares, rigidez e déficit de equilíbrio. Com o aparecimento dessas alterações a pessoa idosa pode ficar mais dependente, necessitando assim de auxílio de outras pessoas ou de dispositivos auxiliares de marcha, apresentando mais instabilidade e episódios de quedas. Além das alterações que são fisiológicas do envelhecimento, outras podem surgir ou se agravarem após alguma patologia.

Para um melhor envelhecer, isto é, mais ativo e saudável, é importante manter independência, coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Esses fatores podem ser mantidos ou/e melhorados com exercícios, por isso é aconselhável passar por uma avaliação e acompanhamento.

Foto por Noelle Otto em Pexels.com

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